Verdades inventadas
Ah, me deixa. Às vezes é melhor esquecer o mundo e ser feliz do nosso modo. Viver uma verdade inventada e, por vezes, escondida. Não precisa dividir com ninguém, é só estar constantemente regando a plantinha dos sonhos. Ninguém tem nada a ver com isso, o sonho é teu e a verdade é tua. Tudo bem, sei que existe a verdade universal e absoluta. Mas quem disse que a minha não pode ser? É minha e pronto. Me deixa. Preciso ser egoísta agora. O egoísmo não é ruim, depende de como o direcionamos.
Eu sei que não é fácil, viver não é tão simples como dizem por aí. Nos manuais há sempre uma solução, um caminho. Nos livros há sempre um final. Nas novelas tem sempre o efeito surpresa que é o que te cura e te salva. Nos filmes tudo acaba bem. E na vida mesma, essa vida que só a gente sabe como é? Hein?
Quem te vê caminhando com o cabelo lindo, cheio de brilho e o rosto corado pensa que a tua vida é fenomenal. Nossa, aquela pessoa ali não tem um problema sequer. Mentira. Da grossa. Olha lá, que linda! Como é gente boa! Tem sempre uma resposta, uma saída, uma coisinha pra dizer que está ali, esperando pra ser dita. Mentira. Bônus de 100% até R$ 500 + 200 giros grátis
Isso tudo faz parte da verdade inventada. Estou sorrindo, estou sorrindo, está tudo sob controle. Minha vida? Ótima, obrigada. Mas a gente sabe. O travesseiro sente. E a gente se pergunta se é normal ser assim. Tenho mesmo que sorrir? Tenho mesmo que fingir? Não, não tem. Mas é mais fácil assim. Dói menos. Quem sabe se a gente fingir a coisa não muda? Quem sabe se a gente mantiver aquela chaminha da esperança acesa a fé não se perde? Quem sabe? Eu sei. E eu digo: me tira tudo, mas me deixa com a minha verdade inventada. Afinal, é justamente ela que nos livra da loucura. Todavia, nada impede que tenhamos nossos surtos diários.