By Clarissa Corrêa | 21:02

Confesso: não tenho saco para lenga-lenga. Natal já passou. Agora é contagem regressiva para chegar o dia 31. Nunca tive paciência. É para acabar? Termina logo! Não enrola, não fica contando os dias, nem os minutos. É para ser? Então tá beleza. Que seja.

Esperar não é para mim. Regras não são para mim. Eu invento palavras que não existem, faço o meu próprio dicionário. Crio definições que só eu uso e, ainda por cima, me mato de rir. O certinho e branco e preto me cansam. Gosto da ação. Salas de espera me angustiam, fico lá sentada balançando o pé.

A solidão não me assusta, a espera sim. A tristeza não me abala, a espera sim. Os contratempos não me tiram do sério, a espera sim. Rivalidades não me coçam a sola dos pés, a espera sim.

Esperar para mim é quase igual a sei lá o que. Nem sei definir. Agora me faltam palavras. As frases saem correndo, nem elas gostam de esperar. Bônus de 100% até R$ 500 + 200 giros grátis

Não gosto de dar um tempo. Gosto ou desgosto. Amo ou desamo. Dou ou não dou. Tempo não se dá. Tempo é enrolação, é empurrar com a barriga, é faltar com a verdade, é esconder a coragem embaixo do colchão. Nunca dei tempo, pois não gosto da espera. Tenho pressa.

Dois mil e seis: tchau, foi bom te conhecer. Melhor ainda será abanar para você, desejar boa viagem e abrir uma garrafa de champagne para dar um bem-vindo ao Dois Mil e Sete.

PS. Feliz ano novo! Feliz vida nova! Feliz todos os dias diferentes! Feliz não ter que esperar por nada! Feliz novo ano, feliz novo você!

Beijos e até o ano que vem,
Clarissa Corrêa